Blog do Nilber Santiago

Filhos do Divórcio – Revista Época

Postado por Hotel Palmeira em 30 de maio de 2009 em Sem categoria com Nenhum comentario


Comportamento
(349/2005) Quando a separação não é um trauma

Parabéns a ÉPOCA, que cada vez mais se torna uma revista de comportamento, moderna e atualizada. A reportagem da capa, além do enfoque objetivo sobre o assunto, serve como manual de boas maneiras para filhos de pais separados.

LUIZ THADEU NUNES E SILVA, São Luís, MA

Ser madrasta e padrasto não é a pior coisa do mundo. Pode ser o início de uma vida muito feliz. Acredite! Sou padrasto e vejo que a guarda compartilhada é uma necessidade, um aprendizado e uma grande evolução para resolução de conflitos.

MILTON GRANADO DA SILVA, Rio de Janeiro, RJ

A forma como os filhos reagem à separação dos pais vai depender da maneira como o casal separado administra a situação. Se eles conseguem manter um relacionamento saudável pós-separação, conseqüentemente os filhos reagirão e se comportarão de forma também saudável, independentemente de serem ou não filhos de pais separados. E é bom lembrar: o casamento acaba, mas permanecem os laços de família, e para o bem de todos o melhor é que, também, permaneçam, o máximo possível, a civilidade e a amizade. Sou separado há quase seis anos e noto que o comportamento de meus dois filhos melhorou na proporção direta em que melhorei o relacionamento com minha ex-mulher.

FRANCISCO ANTONIO NILBER S. BARROSO, Canindé, CE

12/03/2007 – 14:56 | Edição nº 458

O que o Brasil pode aprender com a Colômbia

Na reportagem de capa da semana passada, ÉPOCA mostrou como Bogotá e Medellín, na Colômbia, conseguiram reduzir os índices de criminalidade pela metade. Os leitores dizem que esses casos podem servir de exemplo para o Brasil

A grande lição que o Brasil tem de aprender para combater o crime é acabar radicalmente com a impunidade.
Antônio Carlos G. Vieira, Brasília, DF

Como policial, posso dizer que necessitamos de medidas severas contra a corrupção de nossos agentes, preparo para os nossos soldados e equipamentos modernos.
Danúbia Lopes, Sete Lagoas, MG

Só investindo em educação e cultura melhora-se a auto-estima da população. Assim as pessoas terão uma vida mais digna e pacífica.
Nilber Santiago Barroso, Canindé, CE

Novo Formato da Revista ISTOÉ

Postado por Hotel Palmeira em 30 de maio de 2009 em Sem categoria com Nenhum comentario


ISTOÉ

Foram 98 páginas de puro deleite. O novo formato da revista ISTOÉ alia o prazer da boa leitura ao da boa informação e na medida certa. Texto conciso, mas abrangente e de muito conteúdo, sem a necessidade de ser prolixo. É gol de placa e quem sai ganhando é o leitor, que se delicia com o texto leve das páginas da revista. Em suma, é uma leitura que proporciona lazer e informação juntos. É tudo o que o leitor quer.
Francisco Santiago Barroso
Canindé – CE

Equilíbrio Emocional – Revista VEJA

Postado por Hotel Palmeira em 30 de maio de 2009 em Sem categoria com Nenhum comentario


“Equilíbrio mental é aprender a ser feliz sem ferir o outro, mesmo que ambos tenham conceitos diferentes de felicidade.”
Bruno Tillmann
Rio de Janeiro, RJ

Martin Seligman e George Valliant estão com toda a razão. Sou um exemplo vivo de toda essa “teoria”. Antes eu era um adolescente com um nível de timidez extremo, patológico mesmo. Beirava o pânico, nas situações em que tinha de me relacionar com muita gente. Hoje, aos 42 anos, tiro isso de letra: administro uma pousada de minha propriedade onde minha “matéria-prima” de trabalho é gente. Tornei-me também professor, profissão em que a comunicação “desenrolada” é primordial. Quer dizer: vivo cercado de pessoas e me comunico com todas elas sem nenhum entrave. Tudo isso sem medos nem inseguranças.
Francisco Antonio Nilber Santiago Barroso
Canindé, CE

Com a Prefeita de Fortaleza Luizianne Lins

Postado por Hotel Palmeira em 30 de maio de 2009 em Sem categoria com Nenhum comentario


Visita ilustre de Luizianne Lins à Canindé, onde hospedou-se no Hotel Palmeira.

Kátia Freitas

Postado por Hotel Palmeira em 30 de maio de 2009 em Sem categoria com Nenhum comentario


Com a cantora Kátia Freitas em visita à Canindé.

Gente das Artes: Música, Cultura e Teatro.

Postado por Hotel Palmeira em 30 de maio de 2009 em Sem categoria com Nenhum comentario


Sol

Postado por Hotel Palmeira em 15 de maio de 2009 em Sem categoria com Nenhum comentario


Hoje, bem vindo sejas tu, oh! SOL nosso de cada dia. Nós não te vaiaremos mais, eu te prometo! Já nos basta de tanta chuva…

18 anos do Mateus

Postado por Hotel Palmeira em 24 de março de 2009 em Sem categoria com Nenhum comentario


Mateus : presente de Deus

Meu filho Mateus faz 18 anos hoje.

Lembro-me como se fosse hoje, era um Domingo, 10 horas da manhã, 1991.

O significado do nome Mateus é presente de Deus.

Ele é realmente o nosso presente que Deus nos enviou.
Obrigado por sua companhia, meu filho.
Obrigado por tudo: pelo seu caráter, pelo seu modo de ser, pelo bom filho que você é,
e que Deus faça de você um instrumento de nossa paz: onde houver ódio, que você leve o amor; onde ouver ofensa que você leve o perdão, onde houver discórdia que você leve a união…
Que deus te abençoe sempre e te proteja…

Francisca Diva Santiago

Postado por Hotel Palmeira em 21 de março de 2009 em Sem categoria com Nenhum comentario


Voa, pássaro ferido!
Pássaro do estigma…
Abre as asas da alma rumo ao infinito da libertação.

Nunca te esqueceremos, Tia Diva.
Canindé-Ce 07:40hs

1999 – 2009 Dez anos de volta para casa

Postado por Hotel Palmeira em 3 de março de 2009 em Sem categoria com Nenhum comentario



Lembrei-me , em especial e com muita emoção, de minha Tia Valderez, que muito me auxiliou em todos estes anos. Ano passado, Tia Valderez faleceu. Calorosa, prestativa, dedicada, presença muito marcante em toda a minha história de vida, uma segunda mãe… Sinto muito, muito a sua falta.
Para onde a Senhora estiver Tia Valderez, vai daqui o meu abraço de gratidão. Este dia também é seu, para a Senhora eu o dedico.
Nunca te esqueceremos.

“Resiliente II, a missão”

Postado por Hotel Palmeira em 3 de março de 2009 em Sem categoria com Nenhum comentario


“Levanta, sacode a poeira e dá volta por cima”

Amigos,

Neste ano, 2009, faz 10 anos que voltei para minha terra, Canindé.
Há 10 anos estou à frente da administração do Hotel Palmeira.
Era dia 3 de março de 1999, uma quarta-feira, se não me engano…

Meu filho Gabriel, um filho amoroso e de bom coração, hoje com 12 anos, faz mais de 5 anos que veio morar comigo (chegou, em 2004 meio estressado, com 7 anos, ainda uma criança…, não se adaptava aos colégios; enfrentei a barra quase que sozinho e este ano ele vai fazer o 7º ano do ensino fundamental…aos trancos e barrancos vencemos); meu filho Mateus, hoje com 17 anos, faz mais de 2 anos que mora aqui comigo e já me ajuda e muito na administração e nos serviços do Hotel; ele que antes fazia corpo mole e por acaso numa emergência para substituir um funcionario que teve que sair do trabalho na recepção do hotel, ele acabou ficando, tomou gosto pelo trabalho e hoje é um dos meus “braços direitos”… além disto, é metido a cantor, ele canta muito bem, toca violão, tirou o segundo lugar num festival de música de seu colégio, joga futebol também muito bem, e cozinha umas macarronadas e outros pratos prá nós, uma vez ou outra…

Criar os filhos sozinho e administrar o negócio, tudo junto e ao mesmo tempo, casa e trabalho se confundem; mas é um imenso prazer fazer o que faço e gosto, e de estar onde estou…sou um privilegiado…

Das 4 suítes e 6 quartos comuns de então ( 1999 ) , temos atualmente 17 suítes e 2 quartos comuns, todas equipadas com TVs, 6 delas com ar condicionado e as demais com ventiladores de parede, 10 com frigobar, temos a cafeteria, uma cozinha comunitária e garagem para 5 veículos,uma biblioteca com acesso aos hóspedes e comunidade local e uma mini lan house.
Temos, também, mais 2 anexos (pousadas) na mesma rua, um com 10 suites, garagem para 7 veículos e cozinha comunitária e outro com 2 suites, 3 quartos e cozinha comunitária.

Neste tempo decorrido, fomos notícia na imprensa nacional, através da revista Bons Fluidos (em Dezembro de 2004/ Crise e Oportunidade e Julho de 2007/ Volta por cima) e outras publicações; fomos entrevistados por rádios e Tvs, fizeram alusões ao nosso trabalho em Jornais do estado, fazemos parte de um documentário veiculado pelo governo do Estado do Ceára na AeroTV (circuito interno de TV) do Aeroporto Pinto Martins de Fortaleza, onde eles divulgam Canindé como polo de turismo religioso; viramos referência de superação e empreendedorismo.

Links:

Reportagem Revista Bons Fluídos (Clique para ler a reportagem)


Reportagem Revista O Mapa do Emprego (Clique para ler a reportagem)


Reportagem Jornal Diário do Nordeste (Clique para ler a reportagem)

Diz-se que o importante não é fazer o que se gosta, mas gostar do que se faz.
Eu sou duplamente privilegiado pois faço o que gosto e gosto do que faço.
Minha vida é tudo isto aqui…e apesar dos pesares do mundo, seguimos na esperança da vitória, e até que conseguimos, eu também até me surpreendo com tudo isto e comigo mesmo.

Agradeço, em especial à revista Bons Fluidos por me ter proporcionado momentos de muita alegria e orgulho em reconhecimento ao meu trabalho, agradeço a todos os meus hóspedes nestes anos todos, agradeço a cada um de meus colaboradores, agradeço aos comerciantes de Canindé pela parceria em todos estes anos, agradeço aos amigos sempre com uma palavra de apoio, à minha mãe em especial, ao meu pai no plano espiritual, aos meus filhos e até a mim mesmo por ter eu vencido meus próprios limites…acho que é assim: a maior vitória que temos é quando vencemos a nós mesmos… e eu me surpreendi de forma muito gratificante comigo mesmo, nem eu mesmo esperava tudo isto.

Agradeço, também, e de forma muito especial aos amigos e orientadores Helder Cavalcanti, Heitor Teixeira, Ana Lúcia Carvalho de Araújo e Jurandir Carvalho Jr., e também agradeço a Lucivan Miranda e Jacó Albuquerque, que foram suportes fundamentais por todo este tempo: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença…
Eu assim, antes tido como borderline…. talvez depois dos 40 fique mais fácil conviver com isto, solucionado; e talvez limites até ajudem, sensibilizem, humanizem, facilitem até…

Muito obrigado meu Deus e a todos vocês : meus deuses em vida, presentes e reais…
E viva São Francisco! Vivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!

” In “

Postado por Hotel Palmeira em 23 de outubro de 2008 em Sem categoria com Nenhum comentario


Ser
Ser tão
Sertão
Sertão fé
Ser tão fé
Ser tão feliz
Sertão feliz

Cuidaste com cuidado

Postado por Hotel Palmeira em 13 de agosto de 2008 em Sem categoria com Nenhum comentario


Para Ana Lúcia Carvalho de Araújo

Natal (RN) , 1990

Tu sabiamente sabias cuidar
Com o coração falando, cuidando
Amou de coração profissionalmente,
Pacientemente
Cuidou
Cuidou bem
Cuidou muito bem
De bom coração cuidou
Cuidaste
Por bem, cuidaste bem
Cuidas

E eu te agradeço muito por teu sábio cuidar,
Cuidar libertador, desbloqueador,
Fez romper fronteiras, bordas-linhas, limites
Cuidaste

Tu nem imaginavas teu poder
O poder do teu sempre cuidar
O poder extremo do coração
Da voz do teu coração

Do meu coração ouviste um clamor
Atendeste ao meu clamor, cuidando
De mim
Cuidando
E dando o melhor de si
O melhor de si para mim
Num cuidar em forma de carinho, respeito,
atenção, amor. Acreditando…
E cuidando sempre

Acreditaste para cuidar
E cativou
E libertou-me dum cativeiro sofrido, medonho
Cuidou legal. E curou legal. De forma total
De forma que tornou total, maduro, pleno
O que era tão pouco e frágil
Pois de muito medo era o existir

O que existe agora é o novo;
Mas espero, esperemos juntos
Sólida nova leitura da realidade
Cuidando sempre

O meu muito obrigado
Por teu sábio cuidar

Cuidaste…Cuidas…
Sempre
Cuidaste com cuidado
O meu muito obrigado para sempre

Singular e Plural

Postado por Hotel Palmeira em 17 de maio de 2008 em Sem categoria com Nenhum comentario


Eu, cidadão pós-moderno, criativo e transformador, transito do patológico quase absoluto à normalidade ideal, como num surto, vivo em passeio por alguma, algumas, quiçá, todas as formas de loucura, mas de leve, assim meio na contramão… tenho impulsos meio absurdos e impensados…defeito? Me perdoem: de repente me irrito, saio do prumo e nem sei porque, saio da normalidade e da pseudo-tranqüilidade que busco a todo custo manter, e por qual razão seria?… e uma avalanche de culpa me enche a alma e o coração… as almas me instigam, as mentes me intrigam… amo intensamente, mas assim meio atrapalhado, perco-me no meio do caminho e acabo sempre sozinho… entre ser ou não ser, prefiro e pago o preço de ser os dois: ser e não ser… minha alegre tristeza e meu complexo de Dorian Gray… eu me defino por indefinições, de certezas cheias de dúvidas… e tudo é tão relativo… eu assim borderline, dum tipo bem brando, eu com minha outra forma de normalidade… uma pessoa comum, mais um filho de Deus, minh’alma em carne viva, chaga da sina deste viver… nem neurótico, nem psicótico, meio assim analógico analisando meu crivo digital tatuado numa alma em constante ebulição… minha revolução contida e sem limites, em trânsito pelas fronteiras da normalidade e insanidade divinas, que sendo de Deus, mesmo que seja “loucura”, será mais sábia que a dos homens. E como diria Rita Lee: “Estou em todas e não sou de nenhuma…”, na subjetividade contemporânea, farinha purificada, na profundidade e sensibilidade de conhecer até meu próprio inconsciente, e do outro também? Pretensão? Senha da permeabilidade, identificação continua com o próximo, cúmplice das varias potencialidades de todos nós, na busca laboriosa do conhecimento de si e do outro, afetos e sentimentos, projetando e introjetando a vida de todos nós como em espelhos.

Instabilidade

Tudo é um instante
Tudo num instante
Num instante
Num instante tudo se resolve
Num instante tudo se dissolve
Volve vai vem move
Muda tudo
Tudo fica mudo
Tudo muda
Muda tudo
Prá melhor
Prá pior
Por mal
Por bem
Num instante
O instante
Lentamente
Rapidamente
A gente
Os outros
A mente
Num sopro
Instantaneamente
Tudo vai
Tudo vem
Tudo foi
Tudo é
Num instante
Mesmo que distante
Aquele instante
Neste
Naquele
No mesmo instante
O mesmo instante
De repente

O passado passarou

Passando o passado
Num vôo
Passarinho, passarada…
Conforme queiras ou querias
Na conformidade da conformação
Conforme forma o tempo
A forma do esquecimento
Este é o meu lamento
Lamento, não minto
Lamento, sinto

Passarinho passarada
Passando o passado a limpo
Ninho, nada
Passando o tempo sozinho
Vai passado: uma estrada
Vai passando uma estrela
Não vai ficando quase nada
Vai ficando na estrada
Estrela, cometa
Passarinho, passarada
Passando na estrada
Vôo do tempo
Caminhada
No caminho ficou nada
Quase nada
Só o carinho
No caminho
Pela estrada

Hábil

Ninguém te supera
Cannabis ou cana
Tua gana
Teu jeito sacana
Assim metido a bacana
Teu brilho
Teu brio
Teu breu
Teu eu

Amar o amor

Imenso mar
O mar amor
Se imenso for
Por amar amar
Amar o amor
Amar amar
É mar de dor
O mar amor

Plágio

Me encanto
Pelo desencanto de alguns
Morte de mim
Do meu errante coração
O plágio do sempre engano
Meus desencontros
Desenganos
Engodos
Iscas do viver
Meus desencontros

“Sorte”

Sortiu
O surto
Surdo
Na surdina
Sorteando a sorte
Das vidas

Morte e vida
Morte em vida
Morte vivida
O mote da vida

No dia a dia
Adiantando o tempo
Adiamento
Tempo tempestuoso
Adiantamento, eu diria

Janela aberta
Loucura esperta
A cura… A lógica
Psico-Lógica
Curando o curare
Sem cura

Liberta o ódio
O erro
O desconcerto
Consertando o rumo
Trilhos e prumo
Humor amorfo
Forma de vida
Fórmulas pra vida
Libertação
A solução prás fórmulas sem solução

Estrada

Havia uma estrada
Breu e luz
Coragem e medo
Um surto
Um não
Um susto
Palavras…
Palavras absurdas…
Meia volta
Volver

Bem-mal

Liberta-me do teu julgo
E não me julgues
Liberta-me
Deixa-me livre
Deixa-me sem ti
Sentir como é sem ti
Sem tortura ou vingança

Deixa-me a sós
Deixa-me só
Só, sem ti
Só sentir
Sem teu mal
Sem dó
Vai-te
Perdoa-me
E vai
Vai
Deixa-me
E deixa-me ser melhor
Ser melhor
Sem ti

Malandragem

Brinquedo
Segredo
Bacana
Sacana
Rebuliço
Feitiço
Não
Contramão
Medo
Arremedo
Ciúme
Costume
Cachaça
Fumaça
Taco
Teco
Inteligente
Demente
Artista
Parasita
Do contra
Pilantra
Contente
Doente
Liberdade
Verdade
Tesão
Tensão
Mascarado
Sagrado
Sangrado
Atenção
Confusão
Coluna
Loucura
Tortura
Rotina

A caixa de pandora

Verbo rasgado
Palavra rasgada
Sangue
Palavra em sangue
Verborragia

A palavra sagrada
Sangrada
A hemorragia das palavras

Sanguessuga da alegria

Poemas rasgados
Por que seria?

Caixa de lixo
Pior seria?

Elo perdido

Eu não me conheço
Não mais me reconheço
Em quem eu sou agora
Algo de mim morreu em vida
Eu não sou mais eu
Por onde anda eu
Que não estou mais em mim?
Onde foi que eu me deixei?
Onde foi que eu fiquei
Para eu ir ao encontro de mim?
Eu que eu não mais me reconheço no pouco ou
Nada que sobrou de mim?
Eu que não mais existo agora existindo em mim

Sensibilidade

Será que depende da idade?
Ou não?
Será pela contramão?
Será verdade?
Será fatalidade?
Será que dura uma eternidade?
Será que é só saudade?
Será verdade?
Ou mentira?
Será que tira do sério?
Será que atira no alvo
E acerta? Ou erra?
E vai tudo em terra?
Será que se sente?
Será que é fruto ou semente?
Será que é só na mente?
Será que é só com a gente?
Será gente?
Mas gente
Será o que?
Quem será?
Será que e só na gente?
Será sensitiva?
Será nutritiva?
Será viva?
Ou será que seca, cega, mata, mata
Matando e faz a gente morrer sentido
Ou será que é sem sentido?
Ou será que é só sentindo?
Será emocional?
Será fatal?
Será hereditária?
Será um sopro um sussurro?
Será dor? Ou por amor?
Deve ser coisa divina de mortal

Relevo

Eu
Tímido que sou
Não te revelo um segredo
Assim meio por zelo
Prá guardar só pra mim
Atropelo palavras
Emudeço
As vezes quase te digo
Mas calo
Emudeço
Assim meio por zelo
Prá guardar só pra mim

Esfinge

Teu vulto
Decifro ao longe
Ao dobrar a esquina
Ao cruzar a ponte
Ao descer do alto
Ao subir pro monte
Ao seguir em frente
Vulto enigma
Esfinge fantasma
Rondando meus dias
Saudades ao anoitecer

Mistério

Mistério
Magistério da vida
Megatério
Escalada do tempo
Mistério conflituoso
Dúvida e certeza
Ebulição

Tempo

O tempo passa
Passando
Assim de leve
Soprando
Sopra um sussurro no ouvido e já foi
Tão rápido
Tão prático
Decidido
Imperceptível
Inexorável
Cruel

Descompasso

No traço
Do meu compasso
Traço tempo
Traço espaço
Traço linhas
Traço círculo
Traço
Triângulo
E retângulo
Traço meu passo
Traço reta
Traço curva
No espaço
No passo
Do meu compasso
Passo
Fico
Vou
No compasso
Do meu passo
Passo
Sem compromisso?
Posso?

Saudade

Dora
Dourada menina
Dori
Hoje a luz do sol
Doce
Cândida lembrança
Cadeiras na calçada
Um beijo adolescente
Sonhos
E de nós não esquecer
Ela
Alva criança
Ela e eu
Dora Dori Dori-Eli

E não há morte
Já que eterno o amor amar
Um mar de amor amar
Mas saiba
Que no brilho do sol
Eu te encontro de novo
Em cada amanhecer

Alegre Tristeza – O Livro

Postado por Hotel Palmeira em 6 de julho de 2007 em Sem categoria com Nenhum comentario



Nilber Santiago

Canindé(CE), Janeiro de 2003

Alegre Tristeza

“Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca”.
Mateus 12:34

À Solidão, minha mais recente companheira, matéria-prima da minha dor, transmutada em sensibilidade, traduzida nas palavras dos versos meus.

A um ingrato coração…
Forte doer profundo na minh’alma.
D’eu, a quem a cabeça serve apenas de entranhas ao coração,
Por vezes, muitas, por ti partido…

A você, cuja mentira de antes é a sua verdade de agora.

O timbre confidencial da poesia

Nilber Santiago Barroso adentra ao viver como passageiro de um tempo-espaço fugidio tingido de incertezas, mas prenhe de esperança num amanhã que restaure a fé no milagre de sonhar: porto último da poesia!
A sede da arte transcende a animalidade do homem descortinando o ser pensante-sensitivo em eterna relação do eu com o Próximo e o Cosmo circundante… Assim é que Nilber se faz poeta na tessitura das questões existenciais metafísicas animadas por um verbal intimista-confidencial mas permeável à complexidade de qualquer outro homem passível do milagre de sonhar.
Alegre Tristeza traz a antítese, a complexidade do ser homem-poeta do vôo sem asas materiais, mas orquestrado pelo imaginário no horizonte sem-fim da fenomenologia poética.
Este livro fala do mistério do viver à luz de uma filosofia personalíssima oriunda da subjetividade de um poeta nascente em meio a desconcertos, ânsias, incertezas e desencontros… Somente a construção poética caberia a um discurso tão interiorizado nas profundezas do universo sensorial humano, somente a poesia fotografa a alma humana em ultima instância!
Acredito que o oficio do escrever iluminará o trato da palavra-poema em Nilber Santiago Barroso, de modo que mensagem e forma sejam homogêneas e cristalinas dentro da individualidade do corpo e alma: este complexo de unidade e multiplicidade.
Cabe-me somente desejar boa-viagem aos leitores que partirão pelas páginas deste livro em busca de diferentes portos pelo mar da poesia.

Diogo Fontenelle

“Se queres construir algo do nada, começa amando intensamente teus pensamentos e tua imaginação. Um grande caminho começa com o primeiro passo. O resto fica por conta das circunstâncias”.

Autor Desconhecido

Tudo começou do nada, ou de tudo que circunstancialmente virou nada de repente. Foi ouvindo meus sentimentos, pensamentos e imaginação, agora escritos neste trabalho; ouvindo a voz do meu coração, de outros corações, até a voz de mudos corações.
Sentimento e gente, é sobre isto que eu escrevo. É como se fosse uma fotografia de um sentimento meu em um determinado momento. É a grande e única verdade daquele momento. Depois, pode até ser que mudem as verdades ou mentiras.
Não é um tipo convencional de poesia. As emoções rimam harmonicamente, por si só. É um sentir, são emoções traduzidas, codificadas em palavras.
É como disse um amigo meu:” Este livro é um filho teu”.
E filho sabe como é…

O autor

Amando

A solidão é minha amante
Amando solitário
Aborto meu sentimento
Parindo a mim mesmo
Nas palavras dos versos meus
Psicografando Nilber
Morto
E renascido das cinzas
Como uma fênix alada
Minh’alma de águia
Voando a esmo, à toa
Meus muitos de mim

Aqui vão
Meus muitos eus…

Busca

Doendo
Fala meu coração sofrido
Vivo sofrendo a vida
Ah! Vida querida…
Aqui chora
Meu coração doído e doido
Minha eterna chegada e partida
Qual barquinho a esmo
Navego às entranhas da minh’alma
Pescando
Buscando a mim
Triste sou eu
Mas mesmo assim
Qual porto de mim mesmo
Âncora nas estrelas
Coração doído e doido
Chegada e partida
Meu começo
Meu fim

Meu eu poeta

Se poeta sou
Sou como um bebê
A engatinhar palavras,
Sentidos,
Sons
Tal feito criança
Que a si mesmo vive,
Sente
Despertado do sono de mim
Acordado num sonho de mim
D’um eu profundo do eu
Do eu saber-me
Doeu saber-me

Menino

Eu sou eu menino
Meu eu menino
Lindo
Como um camafeu
Ostentado como troféu
Retrato de amante
Junto ao peito teu
Presente de amado
Sou eu
Eu menino eu
Eu só…
Meu eu menino teu

Dois

Deus é três
Eu sou dois
Metade de mim odeio
Metade de mim sufoco
Metade de mim eu morro
Metade de mim eu mato
Metade de mim suporto
O outro de mim?
O outro de mim resiste
O outro de mim insiste
Mas um outro de mim existe
Insiste este outro de mim
Entre os dois há guerra…
Metade de mim, tempestade
Do outro de mim, saudade
Verdade este outro de mim
Metade de mim, tristeza
Do outro de mim? Certeza:
Há este outro de mim
Metade de mim, medo
Metade de mim, todo
Metade de mim, tudo
Metade de mim eu fujo
Pro outro de mim inferno
Metade de mim, refúgio
Metade de mim não presto
Detesto metade de mim

Quase

Eu?
Eu não sou nada tudo
Não sou nada todo
Eu sou sempre quase
Quase isto
Quase aquilo
Quase tudo
Quase nada
Quase sempre
Quase nunca
Nunca todo
Nunca tudo
Sempre quase
Nem tudo
Nem todo
Nem sempre
Quase…

Gente

Eu
E ela
E ele
E a outra
E o outro
E a outra
E as outras
E elas
E eles
E vocês
E os outros
E eu só…

Lamento

Miragem do deserto
Boca seca
Um sonho lento
E eu só…
Só no lento passar do tempo
Vento que sopra
Eu mirando o tempo
E minha vida a arder
Há cinzas…
Sombras…
Fogueira…
Chamas de um sonho
Que não mais vai voltar

E eu só…

Mas saiba
Que ainda te espero
No mesmo lugar

Vem!…

Regina

Eu queria te querer
Querer-te assim
Bem querida
Curar
Minha chaga
Uma ferida
Peso
Nos ombros
Desta vida
Amar-te assim
Bem amada
E matar
De morte matada
Esta sina
Triste estrada
Amar-te bem
Bem querida
E ter dela
A minha vida
Enfim resposta
Uma saída

Amor

Voz do além da lógica
De ter sempre alguém
Certo e perto
De um espaço
De um canto
De um tempo
Que era vez de mim

Agora eu

Agora já não há mais eu
Quem eu era
Já não mais sou
Hoje, quem sobrou de mim?

A quem amei foge de mim
Já não mais me ama
Ou finge ou tenta já não mais me amar

E eu?
Eu nem sabia que amava
Que amei
Hoje, eu sei:
Ainda te amo

Nossos quereres

Eu queria
E não tinha coragem de querer
Tu, sem querer, quiseste
Talvez realmente querendo
Quis o que já queria e temia
Temia que você também quisesse querer
Hoje eu quero
E nem mais me importo se tu realmente queres
Ou nem mesmo querias querer
Hoje eu já quero
Hoje eu só quero
E não quero não mais querer
Hoje eu já tenho coragem de querer querer
Agora sem mais te querer
Agora querendo quase
Querendo quase tudo
Querendo sem temer
Sem temer querer
Sem ter medo de querer
Continuar querendo

Amigos

Amigo
Bem
Amigo
Vem
Amigo
Tem
Amigo
Sentido
Pra tudo
Em todos os sentidos
Amigo
Repartir
Amigo
Completar
Amigo
Caminhar
Junto
Amigo
Companhia
Na alegria
Na dor
Amigo
Amor
De amigo
Amigo
Abrigo
Abraço
Aconchego
Afago
No coração
Amigo
Vida
A vida querida
Amigo
Sara
A ferida
Amigo
Não
A solidão
Amigo
Sim
Ao coração
Amigo
Ouvir
Amigo
Falar
Amigo
Calar
Amigo
Estar
Contigo
Amigo
Estar
Sempre
Amigo

A Náusea

Essa tristeza infinda
Essa dor não sei onde na alma
Essa saudade de tudo
De mim
De você
De um lugar
Saudade qualquer
Do sim
Do não
Essa dor assim
Que eu quase posso tocar com a mão
Tão forte
Tão sutil
Tão perto
Tão dentro de mim está
Esse mal-estar que me maltrata
Que quase me mata
De que eu fujo mil léguas
Talvez?
- Não!
Com certeza é a razão de estar vivo
É a dor de viver
É o misterioso sentido da vida
A náusea de estar vivo
De ser humano

A náusea, eu não a tenho
Ela é que me tem
Me atém
Me detém
Vem
E me leva ao longe
Pra além disto
De tudo
Infinitamente

Eu e Ela

Eu…
Você…
Nós…
Agora sós.
Agora por que não mais te ter?
Por que não mais você?
Por que não mais nós dois?
Por que?
Por que não mais te ver?
Por que não mais querer?
Por que não mais nós sós?
Por quê?
Por que
Ainda
Querer
Ter
Você?
Por nós?
Sós
Nós dois
Nós tudo
Nós todos
Nós juntos
Os muitos de nós
Nós juntos de todos os nossos nós
De dentro de todos os nós todos

Não

O meu coração partido
Que não pode ser teu
Já não é mais de ninguém

Pra direita, incompreensão
Pra esquerda, lamentação
Acima e abaixo
Sem direção

A minha solidâo sofrida
Que não pode ser por ti suprimida
Dói doída pelo teu não

Tu não podes
E eu não devo
Tu não queres
E eu não me atrevo
Não me atrevo a ir além
Ir além do que deixas deixar

Mas não me deixes
Ou abandones o meu mudo e travado amar
Que sem contudo te amar poder
Faz apenas te imaginar
E em ti sonhar te amando

Liberdade?

Ter tudo acabado entre nós
Foi como se meu coração se estraçalhasse
Numa grande explosão
Se despedaçando
Em mil pedaços de mim

Depois
Foi como se eu cavalgasse
A mais brilhante e bela estrela
Voando solto pelo universo
Sem rumo pro que há de vir

Embora Só

Vem, amor não mais tão estranho
Pois frágil agora é o medo
Não mais prisioneiro dos fantasmas de mim
Sou eu
Só vida só contigo
Não mais vai e vem. Fica!
E ficarão muitas possibilidades
Que virão e irão por nós.

Vai meu coração
Prá vida que não sabias viver

Vai…
Embora só
Só vida só
Doce amor
Forte amor
Vida amor
Pulsa amor
Vive amor
Embora só
Só vida só

Vem, amor…
Para eu olhar nos teus olhos
E amar

Me diga

Às vezes
Você
Me quer
Quer bem
Eu sei…eu sinto…
Às vezes
Não
Às vezes
Você é assim
Tão não
E eu sinto… Muito…
Outras vezes
Você é
Sim e não juntos
Assim
Eu já nem sei
Que sou
E o que sou
Pra ti
Nem quem é você
Nem o que quer de mim
Ao dizer sim
Ao dizer não
E então, o que sou pra ti?
E o teu sim?
O que quer dizer?
E o teu não?

Mas deixa ser assim
Ser dividido
Asssim mesmo
Assim mesmo sim e não
Assim mesmo lá e cá
Assim
Tão longe
E tão perto de mim

Santa Gente

Nossa Senhora Lúcia
Nossa Senhora Luz
Nossa Senhora Lucidez
Nossa Senhora Altivez
Nossa Senhora Filha de Ana, a Lúcia
Nossa Senhora do Falar como Oração
Nossa Senhora do Abrir Coração
Nossa Senhora a minha atenção
Nossa Senhora a minha intenção
É de agradecimento. Eterno. Terno.
Sempre. Sente…
Nossa Senhora Sentimento
Nossa Senhora Alento no Sofrimento
Momento de grande luz
Ao te encontrar
Cada rever
Cada falar
Santa da Estrada
Trilhada na caminhada
Das noites e dias da vida
Santa da Liberdade
De toda a Verdade
Tu, Nossa Senhora Lúcia
Santa da Cura
Pura Alma de Ser Gente
Santa da Ponte
Do meu Inferno para o Céu
Que Deus te abençoe
Para Todo o Sempre…
Amém.

Esperando Godot

Relógio
horA
Porta
esperA
Ninguém
vocÊ
Nada
vocÊ
Tudo
mudO
EU

Sozinho
tempO
Lento
veM
Também
améM
Até
agorA
Não
neM

ONDE ESTÁS?
CADÊ VOCÊ?

O Meu Coração Às Vezes Fala,
O Meu Coração Às Vezes Cala

Ah! Como dói doída
A dor de um coração
Que a outro se abre
E o outro coração lhe diz não

É imensa a dor
Não, não é imensa a dor
É só absurdamente intensa a dor
Não, não é intensa a dor
É só profunda a dor
Só machucando a alma
A profunda dor nas entranhas da alma

A dor de um coração
Que a outro se abre
Como se em tentáculos,
Braços,
Mãos.
Procurando tato,
Contato,
Carinho,
Outra mão,
Outro coração
E o outro coração lhe nega
Cala a voz do meu coração

É a dor do meu coração que quer amor
Sem contudo te amar poder

Incerteza

Você é
Na medida certa
A criatura esperta
Que em mim amor desperta
Aperta meu coração
E no alvo acerta
Uma emoção para você incerta
Mas inserta dentro de mim

Na certeza de você em mim
Liberta minha alma da dor
Na beleza de seres quem és

Foi Agora

Dói no fundo da alma
Bem dentro do coração
Cortando
Ferindo
Doendo
Fazendo sangrar a dor
Machucando forte
Como uma morte de mim
Dilacera a alma
Esfacela o coração
Doendo
Ferindo
Cortando meu peito de dor
…E uma lágrima corre…
Como se fosse um rio de dor
Rio quente, triste de dor
Dói
Machuca bem dentro do coração

Por que você ainda MORA em mim?
Quero que MORRAS em mim agora.

Quando?

Boca
Beijo
Nunca.
Desejo…
Mas quando
Te vejo
És sempre
Semente
De amor

Amor de Amor e Dor

Tu mataste minha vida
Morreu
Mais uma parte de mim
Dói no fundo da alma
Da alma que sangra de dor
…E as lágrimas não secaram
Jorram de uma ferida
Profunda no meu coração

É tudo tão frágil
O que vai, parecer que foi
Mas sempre volta

Tu mataste minha vida
Que já era tão sem vida
Bem no meio dela, abriste uma ferida
De lá, sagram lágrimas
Lágrimas de amor
De não mais te amar poder
Amor
De amor e dor

Sem Saída…

Meu…
Minha…
Meu desejo
Minha vida
Minha saída
Pra vida
E eu que era teu
Agora só e dó.
Eu…

Obrigado Ana Lúcia

Hoje eu seria
O que eu não queria
O que eu não seria
Por nunca ter sido
Seria
Se você não tivesse existido
Ainda sofreria
Se você não tivesse me compreendido
Eu me perder prá sempre iria
Se eu não tivesse te encontrado

Mas isto tudo rima com cuidado
Obrigado
Pelo teu cuidado

Às vezes
Muito só
Eu sou
Estou
Nestas horas
A minha alma
Arde em dor
Da febre da solidão
Solidão de não ter com quem dividir
Meus momentos de céu e de inferno
Uma forte dor corta meu coração
A forte dor da solidão
Do abandono
Da solidão
Da solidão da alma

Eu sem ninguém
Sem mais nenhum alguém

Sem mais nada

Alegre Tristeza

É puro sentimento
Meu sentimento puro

Eu te amo
E não há engano
Estranho
Que eu até respiro você
A minha tristeza?
É por não te poder ter
A minha alegria?
É por cada te ver
Você
Minha alegre tristeza
Minha lúcida loucura
Sóbria embriaguez
Triste alegria
Minha alegre tristeza

Não Queria

Eu queria
Não mais te querer
Queria
Não mais você

Pra quê?
Pra que te querer
Sem a ti poder ter?
Pra quê?

Eu queria
Não mais você…
Pra que você
Sem te amar poder?

Amor-aranha

Tece tua teia
Vermelha, rubra
Cor de sangue
Do meu coração sangrando de saudade

Tece tua teia
Azul, como um manto
Acalentando o pranto
Do meu coraçao chorando de saudade

Maldade, o amor

Amor peçonha
Trama tamanha
Verdade medonha
O amor-aranha

Odeio por te amar

Por que odeias o meu amar,
Se meu esperar
Já desespera em ânsia
Por teu negar?

Por que calas de amor falar,
Se o teu silêncio só atiça,
Adoça, só embala a dúvida
A incerteza e o meu sonhar

Quente e Frio

Amar-te?
Saudade quente e fria
De um frio na alma
Do calor do amor
É calada a dor
Da saudade de tudo
Saudade do nada
De um nada tão solitário
De tão vazio por nada ser
Por sermos tudo
Por nada sermos
Sermos todos
Nós que nem fomos
Que fomos tudo
E nem somos
Nem mesmo nada

Saudades de tudo.
Saudades do nada.

Mágoa

Às vezes
Você me magoa
Passas e finges não me ver
Isto mata a minh’alma
O meu coração chora
Morto, à toa sem te ter
Ferido, à toa sem teu querer
Perdido, à toa sem você
Sofrido eu…
E você?

Sorver-te
É só ver-te
Sorvete

Queria server-te
Com um beijo na boca
(como a um sorvete)
Tua alegre tristeza
Minha lúcida loucura
Tua velha mocidade
Meu lúdico brinquedo
Nadando minha língua
Tocando a tua
Num céu de bocas, de estrelas
Você:
A chave de tudo
A minha passagem pra mim
É só ver-te…
É quando tudo começa…

Teu

Pega
Toma
Leva
Leva meu coração
Nas mãos
Nos braços
No teu coração
Mas leva meu coração que é teu
Só teu

Mim e ti

Me abraça
Com teu olhar
Me beija
Com teu sorriso
Te amo
Mesmo com teu não

Mudas Palavras

Tuas lágrimas
Olho brilhando
Disseram mudas palavras
Pérolas de amor aos meus ouvidos
Sim. Disseste, sem dizer: “Eu te amo”
Sem dizer uma palavra

Do poema lido
Lágrimas-palavras
Foi com teus olhos que disseste
Mudas palavras
As que nunca pensei possível ouvir
Elas nos teus olhos
Hoje eu li

Foi teu coração livre falando
Foi sem sentir sentindo forte
Meio assim sem querer
Que disseram os teus olhos

Deixaste escapar teu segredo
Do que tu fojes
Ao que tu negas
As tuas lágrimas-palavras
Foram doces mágicas-palavras
Disseste, sem dizer: “Eu te amo”

Foste

Que Deus te perdoe
Que Deus te abençoe
Que Deus te coroe
De paz

De tudo que ‘cê foi
E hoje a dor que dói
Do teu mal que me corrói
Que mói meu coração
Sem paz

De tudo que ‘cê foi
E hoje és não mais
Leva
E não mais traz
O mal da dor
De que foste capaz
E que a todo bem destrói
Mas já que tudo foi
Que não volte
Jamais.

Deus Tempo (Vento de Tempo)

Ainda ecoa o grito
De silêncio do meu coração
Do silêncio mudo
Da minha implosão interior
Da dor calada
Meio tudo, meio nada
De um vazio cheio de dor
Mas dor que passa
Que um vento chamado tempo carregou
Sempre carrega
Mas, ainda ecoam os sons
Daquele vento de tempo…
O presente
A gente sente mais presente
O futuro ainda chegará
O Deus tempo ainda não o buscou
Ele virá e ecoará num grito gritado
Rimado
Não mais mudo
Não mais calado

Lembrança

Papel
Traço teu rosto
Em meu peito
Em verso
Pensamento
Um sentimento
Um abraço
Beijo meu
Verbo-amor
Rogo, cansado, te ver

No papel
Traço meu amor
Em verso
Como um abraço
Um beijo meu
No verbo, amor
Rogo, cansado, te ter

Agora o tempo é saudade
E a solidão tão presente
O banquinho vazio
Barco naufragado
Eu: náufrago de nós
Tristeza…

Vai e Vem

Tu és
O sol da manhã
Da tarde
O sol até das minhas noites
Brilhando forte
Aceso dentro de mim a
Qualquer hora
Volta aqui de novo!
Vem alegrar minha tristeza!
Mesmo que as horas voem
E passes como um cometa

Tendo sentido

As vezes sinto
Sinto até que não sinto
Sinto assim sentindo
Assim sem nem mesmo sentir
Penso tê-lo sentido
Mas nem senti
E então é sem sentido
O que pensei ter sentido
Mas mesmo sem sentido
Foi sentido
O que pensei ter sentido
Sentido assim sem sentido
Por ter sentindo sentido

Foi só momento
E eu nem sentiria na verdade

Encontro

…E a história
Começa
Termina
E recomeça
Sempre…
Porque
A vida
É um livro
É o mundo
De filos-Sofia
Tem começo
Não fim.

Foram beijos alados
Que voaram sem bocas
Ocas sem prazer

“O amor não é amado”
São Francisco de Assis.

“A faca que corta o sândalo também se perfuma”
Provérbio Indiano